Era no mês
Outubro ou
Novembro, não me recordo da data, mas lembro que me sentia tão sozinha tão triste que não sabia muito bem o que queria.
Até que um dia ele aparece; mas quem era ele afinal?
Não era musculoso, não era rico, não tinha padrão de beleza estipulado pela sociedade... mas era, no momento, quem se importava comigo.
Era um dia chuvoso, tínhamos combinado de sair mas não tinha bem certeza se eu iria ou se ele queria que acontecesse... mas fui mesmo assim. Então depois de uma grande tempestade na zona sul do rio de Janeiro, nos encontramos em frente ao Copacabana Palace. eu estava de saia preta uma blusa branca e uma blusinha de frio xadreza; tive o cuidado de me vestir e de não me maquiar tanto já que sabia que ele não gostava de garotas que chamassem atenção.
Nos encontramos, cumprimentamos e dali fomos ao arpoador (Tenho grande lembranças de la.)
mas essa noite foi diferente, Não foi por ser ele (bom pelo menos eu acho que não.) mas foi pelo momento. Sabe aquela frase, "tudo tem a sua hora" ela se encaixa na história.
Parecia estar tudo programado, sentamos em um banco em frente a cabine da policia, de baixou de duas arvores ,o vento batia de um jeito que parecia proposital para que o ficássemos juntos , conversávamos muito, desabafamos o que sentíamos e blá blá blá. Na hora é claro que prestei atenção nele, mas hoje o que me lembro é da cena... Nós dois sentados, no sereno da noite pós chuva, como a noite estava embaçada, como as ondas batiam em um ritmo que acalmava, como o vento soprava de um jeito que te deixa com calafrios, e como as luzes fracas tentavam iluminar a praça e como as pessoas que passavam e pareciam apenas figurantes daquela paisagem.
Já estava sentindo um cansaço quando decidi me encostar em seu obro. (uma mania feia que eu tenho que pode ser interpretada de varias formas mas eu interpreto como preguiça...)
Então sinto aquele cheiro, um cheiro diferente, que me atiça uma curiosidade de senti-lo mais perto. Sinto vontade me tornar adulta, e deixar a inocência escapar. Me lembro perfeitamente dele me dizer que estava sentindo o meu gosto.
meu gosto... qual gosto eu teria naquele momento?
me arrepiava como se estivesse dando meu primeiro beijo.
sentia sensação de estar entrando em uma mundo prazeres...
em um momento eu estava sentada em um banco beira mar, em outro estava mergulhada em sensações místicas e misteriosas.
Eu sei que ele não sentiu nem um terço do que senti , talvez não tenha sentido nada..
mas naquele momento, naquele exato momento, me senti especial. Me sentia como se realmente fosse desejada. Vivia em uma ilusão tão fantástica que quando abria os olhos e observa ao me redor parecia que as coisas brilhavam e que estava em algum final de filme de romance onde eu seria feliz para sempre.
Mas como todo bom filme, acabou, isso mesmo... Acabou e depois de algumas horas levantamos, andamos em direção do carro deixei-o em casa, no carro ainda rolou mais alguns beijos ao som de Maria Gadú... mas nada de mais.
Sinto por decepcionarem com um final tão frio, mas não me lembro de ter um fechamento feliz. como já disse, os sentimentos não eram mútuos. talvez para ele não passou de uma forma de tentar me seduzir para depois me comer...
O que quero com essa história é que percebam que temos que guardar o que foi bom.
que as histórias não necessariamente existe uma ordem, onde se começa triste e termina feliz.
a minha no caso acabou triste. mas fico pensando: tive um momento tão lindo pra recordar...
porque irei recordar o que não foi bom... é o que vejo acontecendo com muitas pessoas.
sei que finais triste doem. mas remoer a tristeza e a raiva dói mais ainda.
Na verdade só queria desabafar